sinceridade

tem dias que a gente acorda e, ao encarar a realidade, prefere voltar pra cama. são nesses dias que eu escrevo.

eu escrevo pra acalmar o que aqui dentro grita por socorro. eu escrevo pra me entender, pra me conhecer, pra me amar. eu escrevo pra fazer com que todo mundo entenda a minha necessidade de colocar pra fora tudo o que sinto, pra fazer com que todo mundo entenda que eu, por mais que seja só mais uma flor no universo, preciso ser e me transformar nas tantas outras mil pra me encontrar. eu escrevo pra colocar na cabeça que há dias em que a gente não vai querer sair de cama, mas que há tantos outros que vão fazer com que a gente se entregue pro que tá estampado no agora.

eu escrevo pra transmitir o que há em mim de mais bonito, de mais especial. eu escrevo pra dar voz a cada segundo, eu escrevo pra transformar qualquer momento em arte, eu escrevo pra ser a própria arte. eu escrevo pra mostrar a poesia dos dias, pra olhar e perceber, pra perceber e transbordar. eu escrevo pra transbordar. eu escrevo pra te fazer entender que o que existe em mim é maior do que as loucuras do mundo, pra te mostrar que o que existe em mim é muito, muito mesmo, maior do que eu. eu escrevo pra crescer pelas entrelinhas, pra amadurecer pelas falas, pra me encontrar nas palavras. eu escrevo pra libertar meus sentimentos mais profundos, pra libertar o que quase ninguém vê, pra libertar toda e qualquer imensidão que há em mim. eu escrevo pra me libertar, daí, e tudo o que vem depois é pra demonstrar amor.

eu escrevo por amor. e amar a escrita é o que existe de mais sincero na minha alma. minha paixão é meu remédio, minha escrita é minha cura, meu sentimento é meu guia. escrever, então, é abraçar meu coração.

amor,
Caca

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