poesia

a mensagem que antes saltava meu peito agora já não salta mais. será que eu vou ter tempo de esquecer?

um dia eu entendo o porquê, mas, no instante que pulsa de mim, eu só quero viver. e viver, viver, viver… reticências.

todo dezembro eu digo que viver é bom. e é, de fato. às vezes, a gente só precisa lembrar que o sol sorri pra gente, que o oceano tá disposto a assistir a gente mergulhar, que os dias tão preparados pra estadia do nosso coração. “tudo novo de novo”, minha mente diz em poesia; e eu, que costumo controlar até mesmo as minhas imprevisibilidades, sorrio em sabedoria ao saber que é destino. ou sorte. e prazer.

tenho prazer em viver a vida, esta é uma das minhas maiores verdades. e a cada segundo eu busco mais de mim por aí. é como uma viagem mesmo, sabe? como um caminho que tracei em algum momento, como um pincel que fiz questão de pintar, como um quadro que sei que posso amar. e aproveitar. e ser

sou quem eu sou. e isso é muito. talvez nada disso faça sentido, talvez, e é aqui que tá a parte mais importante, talvez eu não precise procurar tanto sentido nas coisas. na real, eu tenho é que deixar rolar. e mais, né? bem mais.

adicionar palavras é uma das coisas que mais gosto de fazer. e faço. e me sinto bem. e aquela mensagem lá do começo nem é mais tão importante assim. ela serve pra eu perceber que as coisas mudam, que os minutos se transformam, que as horas dançam seus poemas de diferentes jeitos pra nos ver brilhar. e que a gente brilha, e brilha muito, sempre observando os raios que nos aquecem, sempre nos aquecendo pelo poder que há em viver.

carinho. é isso o que a vida é.
que seja doce, quiçá, mas que seja infinito.

será que eu vou ter tempo de lembrar?

a escrita, de vez em quando, me faz viajar.

(vou correr pro mar)

foto: Amanda Nakao


amor, cacá

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