o que não cabe

hoje eu acordei pensando no que a gente tem que não é nosso.

nos medos que não os pertencem, mas que nos fizeram pensar, nos incômodos que nos aprisionam, mas que nunca nos travaram, nas inseguranças que nos apossam, mas que não vieram de nós.

é que a gente acaba atraindo incertezas alheias pra, de certa forma, nos preencher. somos influenciados diariamente por redes e mais redes, palavras e mais palavras de quem a gente não conhece, vidas e mais vidas de pessoas que não fazem parte do que a gente é. a gente vive uma rotina baseada no que falaram por aí – e, muitas vezes, nem foi sobre nós.

por isso, me diz: quem é você?

verdadeiramente falando,

quem é você?

será que você gosta mesmo de café? ou diz que gosta por assistir todo mundo amar? será que chocolate é mesmo seu doce preferido, que seus dias estão mesmo complicados, que o que você consome te faz bem?

será que você se faz bem?

será que você conhece os seus verdadeiros medos, as suas angústias, o que te tira do sério e te faz ver o mundo com uma outra perspectiva? será que você se vê com uma outra perspectiva?

qual é a sua perspectiva?

sei lá… às vezes me pego pensando o que de mim não é meu. e aí viajo por meio das águas, assisto o céu vibrar e mergulho no sol, tudo pra achar alguma resposta, tudo pra entender o que, dentro do que sou, sou eu.

hoje eu acordei pensando no que a gente tem que não é nosso. então, volto a perguntar:

quem é você?

que a gente nunca se perca dentro da gente.

(deixo aqui pra você pensar)

amor, cacá