como uma onda

correr risco nem sempre é fácil. a gente cai, levanta, chora e faz tudo de novo. acho que esse processo é importante pra gente viver.

digo importante porque a gente tem mania de achar que imprevistos não existem. quando algo foge do nosso controle, a gente surta pensando que não planejou aquilo. e isso não é saudável, né? não pode ser.

não pode ser saudável um descontrole que nos incomoda, não pode ser saudável um “e se” que nos tira do eixo. as coisas acontecem. e pra sempre vão.

talvez você não se identifique com o que tô falando, e tudo bem, só que eu sei que muita gente é como eu, eu sei que muita gente tenta controlar até mesmo os próprios imprevistos. e logo eu, que acredito tanto no poder das palavras, de vez em quando não entendo o significado desta. imprevisto é aquilo que não é previsto. faz-se, daí, um encontro ao que não podemos prever, saber, planejar.

eu queria prever o futuro, saber quando uma farpa vai entrar no meu pé, planejar quando vou cair de bicicleta e me machucar; queria que tudo acontecesse conforme minha mente, queria que a minha mente me guiasse cem por cento, queria que meu cem por cento estivesse cem por cento do tempo comigo. mas não dá. e ainda bem que não dá. a vida é bem mais leve quando, no meio do risco, e aqui eu falo de arriscar, não de nos colocar em perigo, a vida é bem mais leve quando no meio do seu ato de arriscar você percebe que este pode ser o motivo que esperava pra viver.

viver, realizar, sonhar. a gente sonha a nossa vida, mas será que a gente a vive? será que a gente a realiza? será que a gente, durante um imprevisto, agradece pelo ensinamento?

aprendizados acontecem quando a gente menos espera. e, se eu tiver que ralar o cotovelo no processo, tudo bem.

que meu progresso permaneça me guiando, sim, mas que eu entenda que, às vezes, vou precisar cair pra me levantar.

correr risco nem sempre é fácil. a gente cai, levanta, chora e faz tudo de novo. e, dentre tantas, uma certeza: os dias se tornam ainda maiores quando a gente muda o nosso olhar.

cuidado com o “não” que te paralisa, tá? você é capaz de, o seu maior desejo, afirmar, manifestar, arriscar.

“como uma onda no mar…” <3

amor, cacá