(a)mar

mar, por favor, me diz o que você quer tanto dizer“, perguntei depois de um instante de dúvida. “você é a sua esperança“, ele respondeu. entendi tudo, daí.

a gente espera pelo dia perfeito, pelo minuto que transforma tudo, pelo segundo em que vai aparecer alguém pra magicamente mudar a nossa vida. a gente espera pelo dia feliz, daqueles que fazemos questão de contar diversas vezes, pelo minuto em que a dor não vai mais tomar conta, pelo segundo em que o conto se tornou poesia. a gente espera pela nossa poesia. e, se a gente espera, quem é que a escreve? quem é que a vive? quem é que a encontra?

viver na espera é, de certa forma, esquecer de viver o agora. e não vai surgir ninguém pra esperar com a gente ou movimentar essa ausência de ação ao nosso lado. somos a nossa esperança, portanto. a luz no fim do túnel nada mais é do que um abraço nosso em quem a gente é.

tá tudo aqui. tá tudo aí. e sempre.

a prosa do nosso coração precisa ser escrita. e só a gente pode, né? só a gente pode poetizar o instante em que queremos morar. isso é esperança. e acreditar na fé dos dias é acreditar na gente.

então, vai! vai atrás do que você tanto quer realizar, vai realizar a vida que você quer tanto escrever, vai escrever a história que você tanto quer contar. vai ser você, enfim, e vai perceber o mundo de oportunidades que há de surgir quando você entender que você já é a mudança que necessita pra sorrir. o gerúndio, o tempo verbal que nos lembra do nosso movimento, é eterno porque a gente existe. somos nós que o transformamos. e é por meio dessa transformação que a gente se comunica com quem a gente quiser, inclusive com o mar.

eu espero que você aproveite as horas que te acolhem, as estradas que te ajudam, os caminhos que te recordam do seu poder. e eu espero que você sinta, e sinta muito, sempre compreendendo os mergulhos, sempre sentindo que a esperança, o foco desse texto aqui, nada mais é do que a sua certeza.

você é a sua certeza.
você é a pessoa capaz de fazer tudo acontecer.
você é o seu (a)mar.

confia em você, tá?


amor, cacá