há pedaços de mim por aí

desmoronei.

foi isso o que aconteceu comigo. assim, nem tão de repente, desmoronei.

d e s p e d a c e i.

despedacei e senti ansiedade, culpa e insegurança, senti tudo o que tava gritando por compreensão e eu não compreendia, senti todas as vezes que deixei pra depois o que eu podia ter sentido agora. e logo eu, que sempre falo pra gente abraçar o nosso coração, deixei-o de lado pra focar em algo que não importava, que não me ajudava, que não me incentivava. deixei a autocobrança falar mais alto. e desabei.

desabei em águas que me fizeram olhar pras sombras que ainda tão aqui, pro que ainda não me libertei, pra tudo o que ainda me prejudica sem eu querer. desabei em razões inoportunas, em gatilhos indevidos, em momentos impróprios pro meu bem-estar. e aí eu caí. mas continuei. e agora tô aqui.

aqui, conseguindo depois de dias formular pensamentos reais, conseguindo depois de dias escrever um texto com um pouco de sentido, conseguindo depois de dias me acolher, me entender, me abraçar. eu me abracei. e o meu abraço me fez respirar.

respirei.

e eu quero que você saiba que até mesmo as pessoas mais compreensivas, mais iluminadas, mais amorosas, enfim, vão desmoronar. faz parte. e tudo acontece da forma que tem que acontecer pra nos ajudar a viver.

vivi.

e que lindo, né? que lindo é poder viver. às vezes, precisamos escolher a vida em vez da turbulência, precisamos escolher a paciência em vez da queda. “calma, é um passo por vez, um dia por vez, vai passar”, repeti, mentalizando que não ia durar pra sempre, sabendo que a minha vontade de sair do caos era maior do que a corda que me prendia a ele. eu renasci. e finalmente entendi.

alguns tombos vêm pra nos lembrar que temos motivos pra nos levantar. e, de vez em quando, essa lembrança é o suficiente.

hoje e sempre, a gente é capaz de ultrapassar os obstáculos que surgem de repente, de vencer o que nos faz desmoronar, de reunir todos os nossos pedaços perdidos por aí pra, por meio da nossa confiança, morar em todos os instantes que chamamos de lar.

basta acreditar.

a gente é presente.

confia, tá?

amor, cacá

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