livro lunar

teve um dia que a lua me disse que escrever é sonhar pelas entrelinhas.

noutro, ela me falou da vida e me mostrou que o ar, essa coisa bonita que nos faz respirar, é capaz de tudo, é capaz de muito, é capaz de viver e ser o que a gente desejar.

lembro de quando, conversando com a lua, eu entendi que estar ao lado não é necessariamente estar perto; porque, por maior que seja a dor da distância, o conforto da palavra é o sentimento mais bonito que podemos imaginar. a frase, às vezes, diz mais do que o toque, e não é por falar o que o outro deseja ouvir, é por entender que há dias em a falta pode dizer mais do que a presença. em alguns instantes, o silêncio diz mais do que sou capaz de escrever. o silêncio se torna meu livro lunar, daí, pronto pra, ao lado, viver.

um ponto final, um recomeço, uma reticência: a lua sempre sabe o nosso sentir. talvez por iluminar o mundo, talvez, e é aqui o lugar da essência, por ser sua luz, mesmo não tendo uma própria. ela nos ensina todos os dias. luz, luz, luz. tudo o que existe precisa de luz. e, se algum dia faltar, a lua há de mostrar, a lua há de guiar, a lua há de ser ar.

teve um dia que a lua me disse que escrever é sonhar pelas entrelinhas. e eu, que havia escrito e sonhado tanto, entendi. nem sempre a gente vai concretizar o sonho, mas a escrita sempre vai estar ao lado pra nos mostrar que dá.

e dá, viu? ô se dá…

amor,
Caca

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