lado esquerdo do peito

“eu amo quando você deita no meu ombro”, você me diz sempre, me fazendo cafuné e me olhando daquele jeito que só você sabe olhar.

e toda vez eu sinto alguma coisa diferente.

é que eu vejo seu coração, sabe, e te protejo de todo o mal que possa vir a te atingir, de todas as coisas inesperadas que trazem insegurança, de tudo o que a gente não vê. eu verbalizo o que não existe, nomeio o que não tem nome, enxergo o que não tem cor. eu tô aqui.

eu tô aqui te olhando dormir, eu tô aqui sentindo cada pedaço da sua alma transbordar de felicidade. tô aqui pegando na sua mão, tô te fazendo carinho, tô te lembrando dos instantes que fazem dos nossos momentos os mais perfeitos possíveis. tô sentindo seu cheiro, seu sorriso, seu amor. tô te sentindo, e sentindo muito, e tô te sentindo de olhos fechados. tudo pra, a cada espaço de tempo, te sentir ao infinito.

é que eu consigo te ver sem enxergar, consigo te trazer pra perto sem te tocar, consigo te abraçar ao te olhar; consigo deitar no seu ombro pra entender, consigo entender sem mostrar, consigo mostrar sem querer. eu consigo te escrever sem precisar de palavras, e talvez esta seja a função mais bonita do meu ato de amar.

com você, todo dia descubro uma nova forma de sentir. obrigada por me deixar morar no seu coração.

amor,
Caca

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