tic tac

“as coisas acontecem no tempo certo”, você me disse num dia bonito, daqueles que a gente faz questão de cantar pro mundo e de soletrar aos instantes que foi real.

o tempo passa conforme a música que toca de repente, e a gente acompanha com carinho, a gente segue o vento que toca nosso peito pra, depois, voar. a gente voa com ele, daí. e aí a gente cria nosso universo, a gente sente a melodia e faz do nosso interior a nossa galáxia mais especial.

os cosmos e os compassos confiam nas nossas regras tortas e simples, na nossa simplicidade que, às vezes, desafia todos os mundos. juntos, eles acreditam na minha vontade de te levar pro meu querer, no meu desejo de gritar pelas janelas que, com você, dá pra ser, dá pra imaginar um milhão de viagens, dá pra permanecer na estrada louca e conturbada da vida.

sem ela, o tempo nada seria; sem ele, o que seria de nós? vai, pensa bem: talvez o nosso certo seja o errado da razão. e é por isso que, depois de tantos minutos, conquistamos a gravidade pra pausar as horas e dançar no nosso tempo.

quem me dera te levar pra dentro, quem me dera te mostrar que, no nosso olhar, o relógio faz seu ponto e compõe sua canção pra não nos deixar parar.

tic tac, tic tac… tá conseguindo imaginar?

amor,
Caca

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