tem dias que a gente olha no relógio e, em vez das horas, a gente repara no tempo.

e aí a gente percebe que os instantes passam sem pedir licença, a gente vê que confiança, sabedoria e solidariedade são dádivas da vida que se multiplicam no coração de quem as têm. elas não vêm com a idade, sabe? são construídas com os minutos, com a volta do ponteiro que insiste em nos mostrar quem tá de verdade ao nosso lado, que, todo dia, silenciosamente diz: cuidado com brinca demais, quer demais, fala demais. tudo em excesso pode nos tirar do nosso tempo, Vê, e às vezes a gente só precisa acreditar no nosso instinto pra fazer acontecer. nossa crença é a junção das nossas esperanças mais bonitas. o que mais será que a gente precisa pra seguir, daí?

com pressa, a gente se machuca, se estressa à beça, move montanhas de expectativas pra, no final, chorar em silêncio. mas, Vê, entenda: o nosso silêncio é a nossa válvula de escape preferida. e é por isso que guardamos tudo pra gente, preferimos não dizer pra não causar intriga, escolhemos guardar no peito o que mais nos atinge. a angústia cresce e a aflição toma conta de tudo, né, e não precisa ser assim. com o tempo você vai perceber que, se existe alguém que pode te salvar, esse alguém é você. e sempre.

a hora caminha com quem faz dela a sua melhor companhia pra vibrar, enaltecer, relaxar. ela passa, sim, e volta. é um ciclo: o que há de novo pra se descobrir é o que um dia já esteve aqui. e tudo anda por carinho, tudo corre por amor. do lado de dentro, nosso tempo faz jus ao que nos faz feliz. o tempo que a gente precisa é o que tá no nosso coração. a gente sabe o tamanho e a dimensão, só esquece de vez em quando admitir. a verdade é que a gente esquece de, de vez em quando, dar tempo ao nosso tempo. e todos os pensamentos ruins chegam quando a gente acha que não possui o tempo necessário pra se livrar deles. a gente possui, sim. e muito.

nosso tempo é maior do que o mundo. ele, assim como a gente, tem e pode tudo. tudo vai se acertar, Vê. todo o amor, toda a paz e toda a alegria do universo tão dentro de você. queria que, em vez das horas, os relógios calculassem compaixão.

amor,
Caca

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