gabi

às vezes o mundo nos coloca de cabeça pra baixo: vimos mares, não estrelas.

e aí a gente pensa em muita coisa, a gente viaja por meio de caminhos antes não vividos, a gente se vê em situações que, por um dia, nos fazem voar. mas, depois, a gente volta pra realidade e percebe que, tudo o que vem, vem pra acrescentar e se criar, não importa como.

dessa coisa esquisita, a gente realiza que o universo grita pra fazer a alma vibrar, crescer e, talvez por um desejo de dentro, amadurecer. o amadurecimento, o do nosso tempo, vem do coração, do coração-amigo que, como a maioria, precisa de alguém pra ajustar os pedaços, precisa de ajuda pra continuar e sorrir ao lado, mesmo que nele não sobre mais espaço pros fragmentos futuros.

daqui, a gente retira os espinhos pra colher os amores, e é por isso que a gente anda, se estranha, se espanta. e faz tudo outra vez. a gente chora sem razão, a gente se abraça de verdade, a gente se afoga na mente pra tentar explicar o que não dá pra ser. nunca foi de ser. no ponto, a gente só precisa perceber, juntar os cacos e esquecer, enfim, pra, sem medo, viver.

a vida é curta demais pra não vivermos suas fases, Gabi, e, agora, ela tá dizendo pra gente se entregar, ela tá sussurrando o que muitas vezes fingimos não ouvir: é necessário deixar ir. e, no instante posterior, persistir.

nosso sorriso não precisa ir embora, Gabi. tá vendo estrelas daí?

amor,
Caca

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