existir

tô te vendo deitado, tô sentindo o seu cheiro, tô te sentindo.

tô sentindo a nossa conversa de ontem e de sempre, tô sentindo a nossa sintonia que, às vezes, parece ser de outras vidas – é, não é?, tô sentindo cada troca de olhar e, delas, cada pedaço do nosso amor. tô sentindo você me olhando, tô sentindo você me acariciando, tô sentindo você me amando. tô te amando. tô amando te ter comigo, te ver dormir, te fazer sentir. tô amando te sentir. e talvez não haja melhor momento pra dizer: sentir é, pra gente, a forma mais bonita de amar. será que o mundo um dia entenderá?

que não entenda, que não sinta, que não olhe. só a gente sabe o que é, só a gente, ao sentir, percebe: “isso é muito a gente”.

posso não ter falado nada com nada, posso ter jogado palavras soltas, posso ter me utilizado do de repente pra escrever um texto pra você. mas, ó, veja só: o que vem de dentro é o que sinto sem te dizer, é o que amo sem te falar, é o que vejo sem te deixar olhar. é, de tudo, o que me faz te ver deitado e sentir, o que me faz sentir e escrever, o que me faz escrever pra, de você, sentir. e ir.

a gente sente o indizível, a gente é o indizível. quem, ao observar, vai tentar explicar? quem vai explicar ao não-observar? vamos, nos instantes, continuar. (dá, não dá?)

eu te observo sempre pra te viver. não preciso de mais nada pra existir, daí. pode esta ser mais uma forma de sentir?

tô te vendo deitado, tô sentindo seu cheiro, tô te sentindo. tô te existindo. tô-te-existindo-além.

tá a fim de me existir também?

amor,
Caca

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