o mundo todo

viver de arte é difícil.

o mundo não entende, a insegurança complica e a instabilidade aprisiona. tudo parece conspirar contra, menos você. sua vontade de ir além é imensa, seu carinho pelo que faz é gigante, seu amor pelos textos, pelas palavras, pelo que vem do coração e inspira a alma é inigualável, e só quem compartilha do mesmo é capaz de sorrir ao existir em ti – e no resto do universo, daí.

a gente tenta se adequar ao mundo, sabe? faz faculdade, faz cursinho, faz um milhão de coisas pra, desde sempre, a vida dizer: você é o que te faz feliz. mas, vida, me diz: como ser feliz com a arte que há em mim se você, sem saber, a tira pra ser o que a sociedade espera que eu seja?

eu não quero.

não quero ter que desistir de um sonho pra ser alguém, não quero ter que trabalhar apenas por trabalhar. eu quero mais.

quero gargalhar ao tentar, sorrir ao escrever, me sentir livre ao receber. quero ganhar pelo que amo, não pelo que me finjo ser. quero abrir as portas pra um novo mundo, quero desenhá-lo e criá-lo. quero ser a vida nas entrelinhas, a voz nas cantorias, o amor nas sabedorias cotidianas. quero dar luz a quem precisa, quero caminhar ao me apaixonar, quero dar amor e paz pra quem eu quiser. quero viver, e viver à beça, pra a cada instante gritar aos céus que eu tô aqui. quero ser mais, muito mais do que tudo isso, e que bom seria se só dependesse de toda essa paixão, que bom seria se tudo o que quero só dependesse de mim. que bom, que bom…

ei, mundo! vem cá, amigo, me deixa te mostrar. me deixa te fazer entender que o que há em mim é maior do que a gente, é maior do que qualquer imensidão, é maior do que qualquer coisa que bate no peito e implora pra sair recheada de inspiração, de união, de compreensão.

eu tento de tudo, mexo nos lugares mais invisíveis, transformo a solução naquilo que preciso enxergar pra me satisfazer. me satisfaço no colorido dos dias, no que tá pra ser descoberto, no que existe e no que a gente imagina por mil. a gente não para de imaginar. e aí eu crio histórias, faço de cada personagem a minha alma mais sincera, idealizo pra, no depois, escrever. eu escrevo pra tentar, então. e tudo fica mais tranquilo, tudo se torna a desculpa perfeita pra realizar. minha arte vem do que sinto em mim.

um dia, quem sabe, o mundo todo há de se sentir assim.

amor,
Caca

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