enxergar

às vezes eu penso no que você fazia quando a gente ainda não se conhecia.

não que eu pense nisso sempre, não, é que de vez em quando vem uns pensamentos loucos, de vez em quando vem umas inseguranças, uma razões irracionais, uns quereres sem por quê. de vez em quando bate um ciúme meio besta, e eu entendo que seja normal, eu entendo que, assim como há dias em que ele bate e vai embora, há dias em que ele fica. e são nessas horas que eu penso em como estaria a minha vida sem você.

não me entenda mal, eu não penso nisso sempre, eu juro, mas é inevitável sentir. é inevitável não te querer pra sempre comigo, é inevitável não pensar que o nosso futuro tá nas nossas mãos. é inevitável não entender por que demorou tanto pra gente se conhecer, é inevitável não ter acontecido antes pra, agora, a gente estar aqui. a gente tá aqui. e eu vibro por cada momento, eu sinto cada segundo, eu imploro por mais, cada vez mais, pedindo pra te ter todos os dias, pedindo pro nosso infinito alcançar a eternidade, pedindo pra nossa eternidade fazer casa no nosso lugar.

às vezes eu penso no que você fazia quando a gente ainda não se conhecia. e é nesse instante que eu entendo: o tempo te guardou pra mim. se não fosse hoje, talvez a gente não tivesse a favor das horas, talvez, e aqui vem a parte mais perigosa, a gente não enxergasse no outro o nosso olhar.

eu te vejo em mim. e eu vejo, sinto e amo te amar. seu olhar, agora e sempre, me faz transbordar.

obrigada por me enxergar.

amor,
Caca

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