raio de sol

se por alguma razão você precisar de um sinal, aqui está: você é raio de sol.

você é o que aquece as suas manhãs quando elas parecerem frias demais, você é o que solta calmaria quando tudo mostrar que vai explodir, você é o que abraça a vida quando ela precisar de sentido.

você é o seu sentido. por agora, isso é o suficiente, meu bem.

já te disse: você é solar.

se ilumina, tá?

MANTRA:

eu acolho os meus sentidos e honro o meu ser solar.
eu sou o meu raio de sol.


amor, cacá

a saída é logo ali

“em toda correnteza, você tem que nadar pro lado. se nadar pra frente ou pra trás, você não sai do lugar”, me disse um amigo. e isso me fez refletir sobre as diversas situações da vida em que a gente insiste em um caminho que só quer nos afundar.

é cruel.

é cruel quando a gente não consegue enxergar uma saída, é cruel quando a gente permanece em algo que não tá dando mais certo, que não tá mais nos acrescentando nada, que não tá nos ajudando, nos abraçando, nos inspirando. a gente precisa se inspirar. e, quando o caminho não faz mais sentido, a gente precisa deixar pra lá.

digo deixar pra lá porque há muito mais, sabe? há muito mais pra se viver.

há estradas conturbadas, há estradas desesperadoras, há estradas confusas… há estradas leves, há estradas floridas, há estradas amorosas.

há estradas novas.

e, de vez em quando, a gente só necessita de uma novidade, de uma oportunidade diferente pra fazer acontecer, pra manifestar os nossos desejos, pra concretizar os sonhos do nosso coração. tá tudo aqui. e tudo tá a espera do nosso olhar.

é só nadar.

eu sei que em situações desafiadoras é difícil ver uma saída, mas, tendo consciência de que pro lado também se vai longe, a gente entende que a gente é capaz de mudar rota, a gente é capaz de fazer, do nosso destino, um lugar bom pra morar.

e é por isso que eu desejo que você nade, e nade muito, sempre em busca do próximo passo, sempre tendo certeza que você sabe o que faz, que você dá o seu melhor, que você, por maior que seja a correnteza, consegue enxergar as infinitas ondas que há pra te acolher, pra te auxiliar, pra te lembrar de viver.

você tá aqui. e você pode mudar de passo pra se encontrar. todos os dias, somos capazes de escolher diferentes rumos pra seguir, pra estar, pra mergulhar.

não permita que a correnteza te impeça de lutar. hoje e sempre: deixa remar.

amor, cacá 

honro, sinto, vejo

“te honro, te sinto, te vejo”, eu disse pro mar depois de um dia de eclipse. “te honro, te sinto, te vejo”, repeti pra mim.

fechei os olhos pra entender. depois de dias sem conseguir, chegou a hora. bora escrever pra alinhar.

aqui dentro, tudo pulsa, tudo vibra, tudo se torna infinito. em forma de mantra e com as mãos no meu coração, continuei falando em voz alta pra compreender por completo.

te honro, te sinto, te vejo.
te honro, te sinto, te vejo.
te honro, te sinto, te vejo.

entendi.

te honro na poesia que há em mim, te sinto nos dias que abraçam nosso olhar, te vejo nas ondas que batem e trazem paz. te honro nos mergulhos dos instantes, te sinto na eternidade dos minutos, te vejo na simplicidade do tempo. te honro, te sinto e te vejo. sorri.

sorri e entendi que olhar pro céu é, sobretudo, olhar pra dentro, que a energia que sinto fora de mim faz questão de me acolher por inteira, que a luz do mundo é a luz da alma e que, de vez em quando, uma aventura é tudo o que a gente precisa pra seguir. me aventurei em mim, portanto, e percebi que a minha maior virtude é o amor. o próprio. eu me honro, eu me sinto, eu me vejo. e isso, na pausa do espaço que escolhi morar, é o suficiente.

namorei-me, daí.

minha nova jornada começa agora. confesso que depois de dias sem conseguir alinhar meus pensamentos eu pensei que não fosse terminar esse texto. mas é que eu já tô pronta, né? a lua já havia me falado. eu já tô pronta.

eu já tô pronta pro meu eclipse solar. é hora de escutar o meu sol, é hora de agir de acordo com quem eu sou. honrei, senti e vi, enfim. eclipsei. tô nova, sabe? renovei. e renasci.

renasci com coragem, com liberdade, com felicidade, com abundância de mim. e, no segundo que salta da minha magia em mais um texto, te convido a voltar pro sol do seu coração. assim, sem mais nem menos, desse jeito mesmo que você tá pensando ao me ler. é que, hoje e sempre, você já sabe como acessar o seu portal. você é o seu super poder. só você pode se salvar.

o caminho? bom… se honre, se sinta e se veja, meu bem. teu oceano já tá pronto pra te deixar remar.

prazer,
com amor,
cacá

travessia

a vida não é uma corrida pra saber quem tem mais chance de chegar ao topo. ela é, na verdade, a contramão.

a vida é o que acontece nas entrelinhas do sucesso. faz sentido? sei lá, aqui dentro faz.

aqui dentro faz porque, pra mim, quando a gente visa tanto a linha de chegada, a gente esquece de aproveitar a mão amiga que nos deu água no segundo em que pensamos em desistir, a gente esquece de aproveitar o sol que surgiu pra nos iluminar, a gente esquece de aproveitar a chuva que veio e levou embora tudo o que nos prendia, tudo o que nos aprisionava, tudo o que nos fazia duvidar da gente. a gente esquece de aproveitar os instantes. e aí nada se conclui.

de nada adianta o objetivo se, no meio do caminho, você não observou o que te manteve vivo durante todas as estradas que você ultrapassou. a vida, daí, é como aquele relógio antigo que ainda funciona, que ainda marca as horas, que ainda faz questão de te deixar presente. ela é presença. e a gente deve cultivar seu tic tac pra gente lembrar da nossa existência. tá no pulso. esse é o segredo.

a vida é pulsante.

a gente, também.

eu desejo que você acolha o que tá ao seu lado te recordando de cultivar o que não volta mais. a areia no pé, o sorriso amigo, o abraço que te salvou. tudo isso importa. a gente importa. e a vida, meu bem, ela nos convida a escutar sua música, sim, mas, essencialmente, ela nos convida a dançar.

então, dance! e dance muito, sempre aproveitando cada minuto, sempre tendo em mente que viver é muito mais do que vencer, sempre acreditando que o nosso coração, aquele pedaço da gente que sente o nosso passo a passo, também pulsa.

será que a vida, então, é uma extensão do nosso coração? às vezes, é através do ato de passear que surge a contramão.

te convido a atravessar.

amor, cacá

é hora de se amar

eu quero te dizer que você já é outra pessoa, que aquele ser humano de ontem já não existe mais. foi. acabou.

é hora de se renovar.

é hora de deixar entrar o novo que tá implorando por uma porta aberta, é hora de abrir as portas pros dias que só querem te abraçar, é hora de abraçar o seu renascimento, de ser a sua mudança, de concretizar a flexibilidade que você pediu há tanto tempo. é hora de acolher o tempo, daí, e perceber que todo dia é uma nova chance que o universo te dá de recomeçar.

é hora de se permitir.

se permita olhar os instantes da forma que seus olhos olham e brilham quando enxergam algo que amam, se permita recomeçar quantas vezes for necessário pra sua jornada, se permita começar a viver a sua jornada. às vezes, um só movimento já é o suficiente. e você precisa ir, você precisa escolher a novidade que tá te esperando, você precisa parar de esperar por sinais quando, na verdade, o seu maior sinal é você.

é hora de se conhecer.

se conheça, meu bem. e se conecte com tudo o que tá aí dentro implorando pra existir, pra manifestar, pra realizar; porque, se a gente parar pra pensar, todo segundo que passa é passado. e, enquanto eu escrevo esse texto e enquanto você o lê, já fomos e já somos um tanto. mudamos. e cá estamos nós. e ainda bem, né? ainda bem.

ainda bem que o sol sempre nos aquece, que a lua sempre nos ilumina, que o universo sempre aparece pra nos lembrar de viver. e ainda bem que a vida volta, que ela retorna pra nos celebrar, que ela vira e mexe aparece de novo pra nos recordar de aproveitar. de vez em quando, o avesso pode ser o lado certo. então, bora se transformar.

te encontro por aí?

é hora de se amar.

amor, cacá

sobre conversar

às vezes, a gente deixa pra depois o que a gente pode dizer agora. e, no instante em que escrevo, isso me veio muito forte.

o que tá entalado na sua garganta? qual foi a fala que você deixou pra lá? será que não é a hora de você colocar pra fora tudo o que tá te prendendo aí dentro?

acho que dizer tudo o que você tá sentindo pode ser a melhor forma de seguir em frente.

e eu acredito em você. eu sei que você consegue. hoje, quero te convidar a acreditar também.

fala, tá? para de guardar todo esse amor ou toda essa angústia dentro de você. vai te fazer bem em dizer; tem vezes que o outro precisa saber. mas, mais do que isso, tem vezes que você precisa se ajudar, e falar pode te acalmar.

você é uma pessoa incrível de conversar.


MANTRA:
eu me comunico com o meu coração e deixo fluir a fala que precisa sair daqui de dentro. eu confio em mim.


lembra sempre, tá? 

amor, cacá

encantar

se eu fosse te dedicar uma canção, ela teria o som do mar pra te abraçar, a alegria do sol pra te acolher, a magia do vento pra te envolver, a força da terra pra te guiar.

se eu fosse te dedicar uma canção, ela teria cheiro de café quentinho, o sabor da batata que é frita, a esperança do lápis quando toca no papel. teria livros nela, na tal da canção, e eu seria capaz de te dedicar cada um deles.

se eu fosse te dedicar uma canção, eu escreveria com o coração. e te contaria tudo o que eu passei até aqui, todas as vezes que pensei em desistir e continuei, todos os caminhos que tracei pra que, hoje, eu te dedicasse essa canção.

cantei.

se eu fosse te dedicar uma canção, eu cantaria sobre o girassol, eu te mostraria a beleza dos dias, eu te incentivaria a me dedicar uma, também; porque eu te olho e te vejo em mim. e, se eu fosse te dedicar uma canção, você saberia disso, disso e muito mais.

mais, mais, mais… reticências.

eu te somaria um tanto, se eu fosse te dedicar uma canção, mas eu também te faria pensar. quantas palavras descrevem um sentimento? quantos sentimentos descrevem uma canção?

sei lá, vou ter que escrever pra saber. agora, te dedico esses versos e te sinto em poesia pra que, um dia, quando eu te dedicar uma canção, você já saber o que cantar.

você já sabe o que cantar.

bora se encantar?

amor, cacá

estrela cadente

se você pudesse fazer um pedido pra uma estrela cadente, o que você pediria?

consegue me dizer?

e sobre o tempo? se você pudesse descrever o tempo, como você descreveria?

consegue me mostrar?

você consegue separar um momento tranquilo, tornar sua atmosfera mais aconchegante, pegar um papel, tocar num lápis e deixar rolar, deixar a palavra chegar, deixar tudo fluir?

ei, meu bem… você consegue ouvir o seu coração?

quando a gente escreve, nosso coração conversa com a gente. e é por isso que eu quero que você tente, é por isso que, hoje, eu quero que você escreva o que você tanto quer ver acontecer, o que você tanto quer realizar, o que você tanto quer amar.

você consegue. eu acredito.

tá tudo aí.

a sua estrela cadente é você. e o tempo tá ao seu lado, meu bem. você já sabe por onde começar.

confia, tá?

amor, cacá

sobre voar

às vezes, sinto que o tempo para quando encontramos razões pra respirar.

no infinito do abraço, na eternidade do sorriso, nas entrelinhas do olhar. são nestes instantes que descubro que o tempo, na verdade, é atemporal.

fez morada em mim.

é que eu tenho mania de transformar em lar tudo o que me acolhe. os pássaros que cantam, as borboletas que voam, as árvores que transbordam paz. chamo tudo isso de casa. é poesia.

poesia que chega e que faz de qualquer segundo o infinito perfeito pra ser eternizado em palavras. a verdade é que, pra mim, palavras são eternas. elas são o tempo. e ele se torna atemporal, daí.

através das reticências, desejo que a gente se eternize por meio das histórias que temos pra contar. e desejo que a gente conte cada uma, cada dia mais, sempre manifestando o que temos, sempre respirando os nossos minutos, sempre acolhendo aquilo que chamamos de lar.

o tempo é o nosso lar.

ele é agora.

a gente, também.

que, todos os dias, a gente escreva as horas do relógio que queremos tanto morar. juntos, somos tudo o que temos. que a gente, apesar de tudo, sempre lembre de respirar.

é assim que o tempo para pra nos ajudar a viver, é assim que o tempo nos mostra o nosso poder, é assim, e talvez aqui seja a parte mais importante, é assim que o tempo nos conta que somos nós que o escrevemos. a palavra é nossa. e é assim que a gente aprende a voar.

abra as asas, meu bem. tudo acontece no tempo certo. e a vida, querido tempo, ela sempre está.

a vida sempre está.

bora voar.

amor, cacá

feliz novo dia!

desejo que seu primeiro ato do dia seja a favor de você mesmo.

sabe aquela música que você ama? aquela roupa que você mais gosta? aquela vontade que só você sabe qual é? então, eu desejo que você se vista de tudo isso!

desejo que você se olhe, que você se ame, que você se inspire… eu desejo que você se vista da sua inspiração, coração, porque ela e você já são. e tudo acontece quando você diz sim pra você mesmo, tudo acontece quando você diz sim pro que quer realizar, sonhar, desejar.

hoje e sempre, desejo que você se deseje. faz sentido? espero que sim.

e eu digo sim pra você.

quanto tempo falta pra você dizer também?

confia que dá!

MANTRA 1

eu me inspiro por meio do que eu já tenho, eu me inspiro por meio do que já sou. eu sou a minha inspiração, eu sou inspiração.

MANTRA 2

meus desejos são reais. eu faço valer os meus desejos, eu realizo os meus desejos. eu desejo a mim mesma e tudo o que sei que sou capaz de cocriar. eu sou uma potência cocriadora.



amor, cacá